Principado da Parada

Portal oficial

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Lisboa, 17 de abril de 2026

Hino

Hino do Principado da Parada

Texto oficial publicado no portal — versão francesa de cortesia.

Verso 1

No centro do bairro, sem pedir licença, ergue-se um jardim com vocação para a crença. Coreto sombrio, calçada real, patos em manobra no lago imperial. Há povos de espada, bandeira e canhão, nós temos um banco e uma grande visão: quem manda no mundo, coitado, não viu que o auge da vida é ficar por aqui.

Refrão

Ó Parada, ó pátria de sombra e calor, entre o coreto e o quiosque floresce o vigor. Ó Parada, jardim constitucional, lago, pato e plátano — potência mundial. Quem vem com pressinha perde a razão, quem fica mais um bocado ganha cidadania e chão.

Verso 2

O quiosque ministra os negócios do bar, com finos, cafés e a arte de estar. As árvores velhas governam melhor do que muito ministro com pressa e suor. A calçada conhece o segredo do bem: andar devagar sem provar nada a ninguém. E todo o que chega com ar triunfal acaba rendido ao regime vegetal.

Refrão

Ó Parada, ó pátria de sombra e calor, entre o coreto e o quiosque floresce o vigor. Ó Parada, jardim constitucional, lago, pato e plátano — potência mundial. Quem vem com pressinha perde a razão, quem fica mais um bocado ganha cidadania e chão.

Ponte

Abaixo o alarme! Abaixo a reunião! Abaixo a urgência sem imaginação! Viva o banco livre! Viva a conversação! Viva a nobre e antiga arte da contemplação!

Verso 3

Em Campo de Ourique nasceu a doutrina: primeiro a demora, depois a rotina. Se o mundo desaba em ruído brutal, responde a Parada com silêncio total. No lago há um pato com porte marcial, no coreto murmura-se o texto legal, e a sombra decreta, com força e com tino: “ninguém sai daqui sem cantar este hino.”

Refrão final

Ó Parada, ó pátria de sombra e calor, entre o coreto e o quiosque floresce o vigor. Ó Parada, jardim constitucional, lago, pato e plátano — potência mundial. Quem vem com pressinha perde a razão, quem fica mais um bocado ganha cidadania e chão.

Final

Levantai o copo, a voz e a mão, pela santa pausa desta população. E fique lavrado, com pompa e ironia: na Parada governa a suprema demora do dia.

Gravação oficial

Gravação depositada nas arquivos do portal (ficheiro hino.mp3). Título de trabalho nos estúdios: Lago Imperial.

Adoptado pelo Conselho Implícito, em sessão evidente, sem voto ruidoso.